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Tuesday, May 17, 2005

Como a Internet influenciará a atividade de logística e transportes?


Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria, Hunting e Treinamento em Logística Ltda

O avanço e a influência da Internet sobre a vida e o comportamento das pessoas e empresas é inquestionável. Na logística o impacto será gigantesco e irreversível.

Os números apresentados são impressionantes. Atualmente são mais de 70 milhões de websites em todo o mundo, 3.500 novos a cada dia. Existem 700 mil endereços registrados no .br. Estimativas feitas pela FGV apontam que teremos, ao final de 2005, aproximadamente 25 milhões de computadores no Brasil e estima-se que até 2010 o número de computadores domésticos atinja a incrível marca de 1,3 bilhão de unidades o que significa somar 725 milhões de novas máquinas aos 575 milhões de computadores pessoais atualmente em operação em todo o mundo.

No Brasil, acredita-se que entre 20 e 30 milhões de pessoas acessem a Internet. Em todo o mundo são mais de 600 milhões de internautas.

O ano de 2004 terminou com 5,3 milhões de brasileiros conectados à Internet através dos serviços de banda larga. Ao final de 2003 eram 4,4 milhões de internautas de alta velocidade no país. Em 2005 estima-se um crescimento em torno de 30%, aproximando-se de 7,0 milhões de usuários.

Caminhamos para um ?mundo sem fios?. Em 2006, 90% dos computadores portáteis deverão sair das fábricas equipadas com a tecnologia Wi-Fi (Wireless Fidelity), que permite a conexão sem fio à Internet em banda larga a uma distância de até 50 metros (recintos fechados) por meio de ondas eletromagnéticas. No Brasil existem cerca de 800 pontos de Wi-Fi (hotspots). Os EUA contam com aproximadamente 20.000 hotspots, e a taxa de crescimento é de 100% ao ano, e até o final de 2007 deverá haver no mundo 190.000 pontos públicos de Wi-Fi, atendendo a uma demanda de 25 milhões de usuários.

A tecnologia WEB / WAP (Wireless Aplication Protocol) permitiu unir a Internet ao telefone celular. O número de celulares no Brasil alcançou a incrível marca de 66,6 milhões de aparelhos em Janeiro/2005, um aumento de 53% na comparação com Janeiro/2004, que registrava 43,5 milhões de aparelhos. O número de linhas fixas permanece estacionado em 40 milhões. De cada três brasileiros, um possui telefone celular; em Brasília a relação é de 1 para 1. Em 1990 eram 667 aparelhos, em 1991chegou a 6.700 e em 1.992 ultrapassou os 30 mil. Estima-se que em 5 anos o Brasil terá 110 milhões de telefones celulares.

Isso tudo serviu para dizer que o avanço tecnológico permitirá coisas que até então eram inimagináveis ou que estavam fora do alcance da grande maioria das indústrias e das empresas de logística e transportes.

Do lado da Indústria haverá uma maior pressão por informação em tempo real. Informações mais confiáveis, aliado a uma gestão colaborativa com os parceiros logísticos e com os demais entes da cadeia de abastecimento, permitirá otimizar a cadeia logística (supply chain), reduzindo estoques de insumos, materiais em processo, produtos acabados e componentes diversos, ao mesmo tempo que melhorará o nível de serviço aos Clientes finais.

Em um primeiro momento, mais do que ?comprar? serviços relacionados ao ativo operacional, a Indústria comprará dos prestadores de serviços logísticos a INFORMAÇÃO e a INTELIGÊNCIA relacionadas à gestão desses ativos. Visibilidade, on line real time, será fundamental e em um segundo momento, ela deixará de ser um diferencial das empresas, para se tornar uma commodity.

Aprender a lidar com o grande volume de informações será crucial, pois ?a riqueza da informação cria a pobreza da atenção?.

Do lado dos prestadores de serviços em logística e transportes ocorrerá a busca por tecnologias que permitam gerar informações confiáveis e em tempo real. A escolha da tecnologia deverá ser realizada com bastantes critérios, pois existem diversas opções no mercado.

A tecnologia utilizada pelas empresas de logística e transportes deverá ser, antes de tudo, de baixo custo, de fácil customização e interface, e deverá evoluir de um função transacional para uma visão analítica.

Neste novo cenário, no qual caminhamos para um ambiente de logística virtual, reforço a tese que venho defendendo há alguns anos: crescerão e sobreviverão nesse mercado aquelas empresas de logística e transportes que souberem explorar cada vez mais a venda de serviços baseados na gestão e no conhecimento técnico e menos em ativos operacionais, e que investirem continuamente na melhora da qualificação de seu pessoal, processos e tecnologia. E por favor, não se esqueçam de investir também na atração e retenção de talentos, pois o ser humano exercerá papel fundamental nesse processo, e se constituirá, cada vez mais, no diferencial das empresas de logística e transportes!!!
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